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Mastologia

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Doenças e Tratamentos
Mastologia

É a especialidade médica que trabalha com prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças da glândula mamária (mama) tanto feminina quanto masculina.

Conceitos importantes
em Mastologia

Cisto de Mama

Cisto de Mama

Cistos são coleções de líquido dentro do parênquima mamário. Normalmente, durante a amamentação, estas coleções são de leite e ocorrem pelo alargamento dos alvéolos mamários formando centenas de pequenos cistos que são esvaziados a cada amamentação e repostos no intervalo entre elas. Em mulheres com 40 a 60 anos principalmente, podem surgir cistos de conteúdos diferentes (variam desde conteúdo claro esverdeado e não espesso, a conteúdo espesso gelatinoso ou hemorrágico).

A causa dos cistos benignos não é conhecida, mas acredita-se que seja um desequilíbrio entre a secreção/absorção do fluido mamário presente durante a fisiologia habitual da mama. Eles podem ser solitários, ou múltiplos, estar em uma mama ou em ambas, ser microscópicos ou grandes (do tamanho de uma bola de pingue-pongue, por exemplo). Cistos com paredes lisas, finas e uniformes e conteúdo homogêneo em seu interior (características vistas pelo ultrassonografia são benignos. Cistos com conteúdo não homogêneo, paredes irregulares à custa de lesões vegetantes devem ser investigados. 

A maneira mais rápida e eficaz de investigar a origem de um cisto é pela punção aspirativa com agulha fina (PAAF) guiada por ultrassonografia, pois servirá de diagnóstico e tratamento (na maioria das vezes), dos cistos benignos, e de diagnóstico para os cistos com lesões malignas ou pré-malignas. Os cistos mamários quando verificados pela mamografia, aparecem como nódulos, sendo necessário o ultrassonografia para verificar que é uma lesão cística.

Quando devo realizar mamografia?

Quando devo realizar mamografia?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, que segue achados clínicos baseados em evidências científicas, toda a mulher acima dos 40 anos deve ser submetida anualmente à mamografia. Esse exame deverá ser complementado com ultrassonografia mamária sempre que houver necessidade, devido a densidade mamária ser maior em algumas pacientes.

Esta complementação também poderá ser realizada utilizando ressonância magnética nuclear, nos casos em que haja dúvidas em relação a um achado mamográfico ou ultrassonográfico, principalmente se a paciente possuir prótese mamária, história familiar de câncer de mama e mamas densas, determinados tipos de doenças.

ROLL

ROLL

A localização radioguiada de lesão oculta (ROLL) é um método que vem sendo muito usado na prática da mastologia desde 1996, quando foi desenvolvido no Instituto Europeu de Oncologia na Itália. Um material radioativo é injetado na lesão não palpável, seja agrupamento de microcalcificação, nódulo ou outra apresentação radiológica, utilizando um método de imagem auxiliar como estereotaxia, ecografia, entre outros.

Durante o procedimento cirúrgico, a lesão é localizada com a utilização de um gama probe manual, que orienta a incisão cutânea e a localização da lesão. Após a excisão, pode ser verificada a radiação residual no leito cirúrgico e se há ou não necessidade de ampliação de margem. O método é melhor que a demarcação com agulha, pois evita o uso do arpão de metal, além disso, não requer o uso de anestesia geral nem de internação hospitalar. Mesmo assim requer a participação de uma equipe multiprofissional, incluindo o mastologista, o radiologista e o médico nuclear além dos profissionais de apoio.

Agulhamento

Agulhamento

Também conhecido como demarcação pré-operatória com agulha. Foi um método considerado padrão até recentemente, quando outros métodos, ( ) apresentaram resultados semelhantes e até melhores na obtenção de material para estudo histológico de lesões não palpáveis da mama. Para a realização, é necessário o uso de uma agulha maleável, que possui um "arpão" na extremidade distal e que é "armado" dentro da área do parênquima mamário a ser retirada.

A colocação da agulha é realizada sob a orientação de imagem e o paciente permanece com o dispositivo no interior da mama até a realização da excisão cirúrgica. Possui o risco de deslocamento da agulha durante o período entre sua colocação e a retirada, principalmente em glândulas mamárias com componente adiposo predominante.

Linfonodo Sentinela

Linfonodo Sentinela

Metástase nos linfonodos regionais tem sido considerada como a maior determinante de sobrevida na maioria das neoplasias malignas, incluindo melanoma maligno. Até o início dos anos 90, o paciente com melanoma poderia ser submetido à linfadenectomia regional radical (retirada de todos os linfonodos regionais), eletiva ou terapeuticamente. A primeira conduta era defendida por alguns cirurgiões onde todo o paciente com melanoma seria submetido a tratamento complementar da base regional linfonodal independentemente se ela estaria ou não comprometida; defendendo a hipótese de que invariavelmente as células do melanoma passariam pela base linfonodal antes de metastizar sistemicamente. No início da década de 90, foi introduzida a técnica de biópsia do linfonodo com o objetivo de realizar amostra seletiva do primeiro linfonodo (ou linfonodos) que drenam a área da neoplasia primária.

O uso da biópsia do linfonodo sentinela elimina a necessidade da linfadenectomia eletiva. Nos primeiros trabalhos, utilizando a técnica para os casos de melanoma maligno, era utilizando o corante azul vital, onde o linfonodo era identificado em 82% das linfadenectomias. Em média, era identificada metástase em 21% dos linfonodos e a linfadenectomia radical subsequente revelava metástase de melanoma em somente 1% dos linfonodos não sentinelas. Atualmente, os protocolos utilizam radiocolóides ligados ao material radioativo com ou sem associação do azul vital para alcançar o máximo de acurácia, chegando a 97%.

A avaliação do linfonodo sentinela é realizada em três etapas:
1) linfocintilografia cutânea pré-operatória para localizar a base linfática regional e demarcar o local na pele que corresponde ao linfonodo sentinela na profundidade;
2) identificação intra-operatória do linfonodo sentinela com o uso do azul vital e/ou gama probe - aparelho que capta radiação emitida pelo radiofármaco, onde o linfonodo sentinela deve ter uma contagem consideravelmente maior que os tecidos adjacentes: no mínimo a relação; 3) retirada do linfonodo e envio para exame de patologia (biópsia).

PAAF

PAAF

Punção Aspirativa com Agulha Fina tornou-se um método útil para obter amostra tecidual na grande maioria dos sítios do corpo humano, sendo uma prática comum na rotina da mastologia. Apresenta resultados falso-negativos em até 15% dos casos, enquanto que resultados falso-positivos são irrelevantes representando, abaixo de 1% na maioria das séries.

No entanto, um exame citológico positivo em lesões clínica e mamograficamente benignas não deve excluir a realização de biópsia histológica, antes da realização do procedimento definitivo, o que pode ser conseguido utilizando Core Biopsy®. Uma lesão sólida que surge após os 30 anos, mesmo com todas as características de benignidade, deve ser sempre submetida à PAAF e depois avaliar se há necessidade de excisão cirúrgica.

O procedimento pode ser realizado "às cegas", quando a lesão é palpável, ou dirigida por exame de imagem (a foto abaixo mostra uma PAAF guiada por ultrassonografia, quando a lesão for subclínica). O risco biológico de disseminação neoplásica durante a realização do procedimento, praticamente inexiste. Complicações hemorrágicas, como hematoma e equimose, podem ocorrer principalmente se a PAAF for realizada em locais onde a mama é mais vascularizada na superfície

Core Biopsy®

Core Biopsy®

É realizada para obter um fragmento pequeno do tecido tumoral. Quando realizada corretamente, o diagnóstico histológico pode ser feito da mesma maneira que na lesão retirada totalmente.

A amostra tecidual é obtida com agulhas de calibre grosso, e por isso, é necessário utilizar anestesia local. Assim como qualquer técnica de biópsia, a Core Biopsy® pode eventualmente não conter amostra tumoral, ou não conter porção suficiente do tumor e do parênquima mamário adjacente dificultando o diagnóstico de lesões que necessitam da avaliação do tecido peritumoral para fazer o diagnóstico, e às vezes é necessário retirar a lesão por inteiro (ROLL).

O risco de hematoma é maior que na PAAF, devido ao calibre da agulha. Assim como na punção aspirativa, a Core Biopsy® pode ser realizada utilizando, ou não, orientação radiológica (ultrassonografia ou mamografia).

Câncer de Mama

Câncer de Mama

Por definição, são todas as doenças que possuem características clínicas e histopatológicas (características histológicas vistas através do microscópio) de um câncer, ou seja, o comportamento é maligno, possuem capacidade de invasão de estruturas adjacentes - própria mama e parede do tórax, pele, etc. Também possuem capacidade de enviar células para outros órgãos do corpo (metástases).

Sendo assim, possuem risco de levar uma pessoa ao óbito em casos com diagnóstico tardio. Nos casos em que o diagnóstico for precoce, ou seja, quando a doença ainda permanece na mama, a chance de cura é próxima a 100%. O principal tipo de câncer de mama é chamado de carcinoma ductal invasor. Ele poderá ser tratado com cirurgia conservadora (não há necessidade de ser retirada a mama), onde é realizada a excisão do tumor com margem de 1 cm de segurança mais o primeiro linfonodo que recebe drenagem linfática da área suspeita da mamaSendo assim, possuem risco de levar uma pessoa ao óbito em casos com diagnóstico tardio. Nos casos em que o diagnóstico for precoce, ou seja, quando a doença ainda permanece na mama, a chance de cura é próxima a 100%. O principal tipo de câncer de mama é chamado de carcinoma ductal invasor. Ele poderá ser tratado com cirurgia conservadora (não há necessidade de ser retirada a mama), onde é realizada a excisão do tumor com margem livre associada a biópsia do primeiro linfonodo que recebe drenagem linfática da área suspeita da mama (linfonodo sentinela).

No momento da cirurgia, é realizado o exame histológico - por microscópio, também conhecido por exame de congelação por usar nitrogênio líquido para congelar o material e assim realizar um exame mais rápido - do linfonodo sentinela e da área que contém o tumor primário, para verificar se as margens estão livres. Se for encontrada metástase no linfonodo sentinela, a retirada de todos os linfonodos da axila é realizada, para verificar se o tumor apresenta extensão para os demais ou não. Após a recuperação da cirurgia, a paciente poderá ser submetida à radioterapia, à quimioterapia e/ou à hormonioterapia, dependendo da extensão da doença verificada pelo exame de biópsia (histopatológico) da peça cirúrgica.