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Cirurgia Oncológica

Aba 1

Doenças e Tratamentos
Cirurgia Oncológica

É a especialidade médica que faz tratamento cirúrgico de neoplasias malignas, podendo ser tratamento exclusivo ou associado a tratamento sistêmico ou radioterapia. 

Câncer de Pele e
de Partes Moles

Conceitos importantes
em Mastologia

Partes Moles

Partes Moles

Engloba neoplasias malignas dos músculos, gordura, cartilagem e ossos principalmente. São denominados como sarcomas e ocorrem em diferentes fases da vida dependendo do subtipo histológico e do local de origem. A apresentação clínica mais frequente é de uma tumoração em qualquer parte do corpo que possua estes tipos de tecido, e que após o surgimento mantém um crescimento contínuo e doloroso.

Pele

Pele

São divididos em três tipos de cânceres principais

Carcinoma
basocelular

Tipo mais comum de câncer. É relacionado com exposição crônica da pele aos raios ultravioletas. Clinicamente pode apresentar vários padrões, mas a forma nodular rosácea e com telangiectasia (pequenos vasos na periferia) é a mais comum. Existem várias formas de tratamento, mas ainda a mais utilizada; é a cirurgia, sendo que para ter o controle local da doença é necessário que seja retirada com margens livres.

Carcinoma
epidermóide

Segundo tipo mais comum de câncer de pele. Também acomete áreas da pele expostas ao sol, mas pode surgir também em áreas com inflamação crônica da pele, como em extensas cicatrizes relacionadas a queimaduras antigas. Também pode ser tratado com diferentes abordagens, mas a mais utilizada é a cirurgia que deve incluir margem livre de neoplasia.

Melanoma
cutâneo

Apresentação clínica
A detecção e o tratamento precoce do melanoma maligno são de fundamental importância para a sobrevida do paciente. Apesar de pesquisas extensivas sobre as características físicas do melanoma maligno, a acurácia do diagnóstico clínico permanece insatisfatória. Médicos especializados em diagnóstico clínico de lesões cutâneas pigmentadas têm uma sensibilidade aproximada de 80% e uma acurácia diagnóstica de 65%, mas o diagnóstico pode ser facilitado com o uso da dermatoscopia. Para a identificação das características de lesões suspeitas, pode ser usado o esquema "ABCDE", onde "A" significa assimetria, "B" bordas irregulares, "C" cores variadas, "D" diâmetro maior que 5 mm, e "E" do inglês enlargament ou "evolução".

Dermatoscopia
Também conhecida como microscopia de epiluminescência, dermatoscopia ou microscopia amplificada de superfície. é uma técnica não invasiva que utiliza um instrumento manual chamado dermatoscópio, que é um aparelho equipado com lente e luz. Esta técnica aumenta em 10 a 49% a sensibilidade do exame físico e isto se deve ao uso de scores ou algoritmos. O score "ABCD" é adaptado para este método: assimetria, bordas, cor, componentes estruturais diferenciais (D).

Tratamento
Excisão ampla é o tratamento padrão para melanoma maligno e consiste em fazer a ressecção do tumor intacto ou o sítio operatório da biópsia prévia em bloco com a margem circunjacente de pele aparentemente normal e tecido celular subcutâneo associado. A margem de pele saudável, que deve ser retirada juntamente com a lesão primária da pele, depende da profundidade de invasão do melanoma maligno. Esta profundidade de invasão é referida nos laudos de bióspia como índice de Breslow (profundidade medida em mm) ou nível de Clark (I, II, III, IV ou V dependendo do nível anatômico da pele envolvido). Quando clinicamente não há comprometimento de linfonodos regionais (gânglios linfáticos ou também conhecidos como "ínguas") pelo melanoma maligno, é realizada a biópsia do linfonodo sentinela.

Como os raios de sol provocam câncer de pele?
Os dois tipos mais importantes de radiação ultravioleta (UV) - UVA e UVB - estão relacionados com o desenvolvimento de câncer de pele. Os raios UVA não são absorvidos pela camada de ozônio e penetram profundamente na pele causando envelhecimento precoce (cerca de 90% das mudanças visíveis da pele comumente atribuídas ao envelhecimento são causadas pela exposição solar) e provavelmente a supressão do sistema imune. Os raios UVB têm sido relacionados com o desenvolvimento de catarata e câncer de pele. Exposição aos raios UVB e UVA, é o fator de risco causador de melanoma maligno esporádico mais importante. Pré-disposição para dificuldade de bronzeamento em combinação com grande exposição solar determina um grande fator de risco cumulativo para o desenvolvimento de melanoma maligno. Outros fatores de risco em ordem decrescente de associação são: presença de mais de 10 nevos displásicos, presença de mais de 100 nevos comuns adquiridos, cabelos vermelhos, (e) grande exposição solar intermitente (ex: queimadura solar com bolhas quando criança). Os efeitos de indução dos UV têm sido demonstrados em modelos animais experimentais. Pessoas com níveis de exposição UV altos têm um risco três vezes maior de desenvolver câncer de pele. Aproximadamente 65% a 90% dos casos de melanomas malignos são causados por exposição aos raios UV.

Quando suspeitar de um câncer de pele?
Sempre que surgir uma lesão de pele que aumentar progressivamente de tamanho, ou uma lesão pré-existente que mude de comportamento (crescimento rápido, prurido, descamação, sangramento, ulceração; deve ser procurado um médico para avaliação e se necessária a realização de biópsia). 

Microcalcificações

Microcalcificações

As paredes de vasos sangüíneos, principalmente veias, podem apresentar calcificação, o que é um achado benigno, uma vez que não está relacionado com as células que compõem parênquima mamário.

As microcalcificações que devem ser investigadas, são aquelas que se encontram agrupadas (semelhantes a grãos de areia), possuem formas variadas (em forma de letras como "y", com ramificações....(-) vide foto abaixo). As microcalcificações que representam doenças benignas são redondas, esparsas, podem possuir centro mais transparente que a periferia, são maiores (podendo ser macrocalcificações), e poucas em números.

As microcalcificações suspeitas devem ser retiradas e analisadas histológicamente (biópsia). Como é um achado mamográfico, deve-se lançar mão de métodos indiretos para a retirada dessas lesões como o ROLL, mamotomia e agulhamento (esta técnica está sendo substituída principalmente pelo ROLL por este ter uma série de vantagens).

Nódulos de Mama

Nódulos de Mama

Qualquer doença mamária pode manifestar-se como uma lesão nodular, ou seja, um nódulo palpável na mama pode ser um câncer ou simplesmente uma área de tecido mamário normal mais densa. A maioria dos nódulos palpáveis são benignos (80-85% em mulheres com menos de 30 anos). Mesmo assim devem ser investigados, toda vez que a avaliação radiológica/clínica sugerir.

A grande maioria das mulheres possui dúvida ao palpar as mamas todo o mês, pois percebe que o tecido mamário é cheio de "nódulos". Na verdade, o parênquima mamário é formado por uma parte glandular-lobos/lóbulos mamários-, e uma parte de gordura que ficam interpostas uma a outra.

Ao passar a mão sobre a mama é percebida essa diferença de textura, dando a sensação de ter muitos nódulos na mama. No entanto, se comparar a palpação de um nódulo real de mama, com a palpação dos lobos/lóbulos mamários, é possível perceber que o nódulo é mais endurecido, e a delimitação com o restante da mama é mais fácil, pois pode ser percebido 3 dimensões da lesão, enquanto que só é possível perceber 2 dimensões de área quando for realizada a palpação dos lobos/lóbulos. Por isso é importante toda a mulher realizar o auto-exame mensal (7 a 10 dias depois da menstruação), pois assim irá conhecer cada detalhe de palpação do próprio tecido mamário; e assim que notar algo diferente com o que está acostumada poderá procurar o médico precocemente.